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  • Foto do escritorJéssica Caroline

O Assassino da Capa de Chuva: Caça ao Serial Killer Coreano



[ALERTA: O DOCUMENTÁRIO TRAZ TEMAS SENSÍVEIS QUE PODEM SERVIR DE GATILHO, ALÉM DO MAIS GOSTARÍAMOS DE RESSALTAR QUE NOSSA INTENÇÃO NÃO É ENALTECER O ASSASSINO OU SUA HISTÓRIA, APENAS COMPARTILHAR O ESTILO DE PRODUÇÃO PARA QUEM GOSTA DE SÉRIES DOCUMENTAIS COMO FORMA DE ENTRETENIMENTO]


A primeira série documental da Netflix é composto por 3 episódios que variam entre 45 e 55 minutos, cada que acompanha toda a investigação dos crimes cometidos por Yoo Youngchul, entre os anos de 2003 e 2004 na Coreia do Sul contra idosos ricos e prostitutas.


Dirigidos por John Choi e Rob Sixmitha e produzidos pela Beach House Pictures cada um dos episódios traz uma parte da história desde o surgimento do primeiro caso, passando pela prisão e confissão do assassino e culminando no processo de reconstituição dos crimes, condenação e repercussão nacional do caso que abalou o país.


Intercalando os relatos dos envolvidos, com simulação das cenas e imagens originais de reportagens à época dos crimes, a série documental não só reconta os crimes até o momento em que o assassino foi pego, e as repercussões posteriores, como traz um retrato da Coreia do Sul da época. Além disso faz uso das confissões feitas pelo próprio assassino e narram parte de seus pensamentos e sua forma de ver as coisas.


Conhecido como o Assassino da Capa de Chuva, o serial killer aterrorizou o país pelos vários crimes que cometeu e para recontar a história, o documentário traz os personagens reais que trabalharam diretamente no caso como Kwon Ilyong o primeiro profissional especializado em traçar perfil de assassinos em série na Coreia do Sul; Kim Heesook, a primeira investigadora forense do país; Kang Incheol e Park Kiryun, que a época eram delegados de polícia onde os primeiros crimes foram registrados; Kang Daewon, o ex-Chefe da Unidade de Investigação Móvel; Kim Kangja, que foi a primeira chefe de polícia da Coreia do Sul; Yang Piljoo, um dos detetives da Unidade de Investigação Móvel; Park Myunsun, ex-líder da equipe de Unidade de Investigação Móvel; Kim Byungjoon à época, o advogado de Yoo Youngchul; além de parentes de algumas das vítimas.



À época, início dos anos 2000, passado o boom de crescimento financeiro do país, a nação mais uma vez mergulhava em crise dependente de empréstimos internacionais para se manter, a desigualdade social era cada vez maior no país e a diferença entre ricos e pobres era gritante. O que levou a uma onda de violência fruto da população marginalizada.


Agressões a luz do dia e sequestros de crianças e mulheres em troca de resgastes eram ocorrências constantes atendidas pelos policiais, que apesar do efetivo que disponibilizavam, sofriam com a falta de aparatos para auxiliar o trabalho e a qualidade de treinamento que precisavam.


Além disso a corporação policial estava cercada pela corrupção, muitos policiais recebiam propina de donos de supostas casas de massagem para permitirem que a prostituição, apesar de ilegal à época, não fosse proibida.


Todos esses fatores, trazidos a tona pela investigação e listados na série documental mostram como a polícia estava mal preparada para lidar com as circunstâncias de um assassino em série a solta, algo que eles nunca tinham visto antes. E apesar da tristeza que trouxe e ainda traz aos que de alguma forma foram diretamente afetados pelos crimes cometidos, o documentário mostra como os erros do caso serviram de alerta tanto para a melhor preparação da polícia, quanto para a corrupção dentro da corporação e não menos importante, dar espaço e trazer ajuda as vítimas e parentes de vítimas do assassino, que até então eram desconsideradas pelo sistema.



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