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  • Foto do escritorJéssica Caroline

DEATH’S GAME NÃO É SÓ UM DRAMA COM ELENCO DE MILHÕES


Death's Game foi um daqueles dramas extremamente esperados. Com elenco milionário e extremamente famoso entre os dramas coreanos, todo mundo queria saber se o elenco estelar ia fazer jus a sua fama e garantir uma história interessante e surpreendente.


Para a satisfação daqueles que esperaram pacientemente e para a surpresa daqueles que foram pegos desprevenidos ou estavam céticos, o k-drama atendeu as expectativas.


Além disso, assim como eu, acredito que muitas pessoas se identificaram com a história do personagem principal. Assim como Yeejae, em muitos momentos nos sentimos fracos, desamparados e acreditamos que tudo na nossa vida está dando errado.



Eu tive esse sentimento comigo por anos, e ainda hoje preciso me vigiar pois percebo que em alguns momentos ele ressurge para me incomodar, assim como talvez aconteça com você que está começando a ler essa resenha. Mas a história, independente de qualquer coisa, serve como um apoio, conforto e conscientização de que esses dias tão difíceis não duram para sempre. E é nisso que devemos nos apegar.


A dor que eu pensei que engolia toda a minha vida, era só uma pequena parte dela. Um dia claro. Um dia chuvoso. Um da de vento. Eu aprendi que a vida era feita de dias diferentes e que está tudo bem em falhar, contanto que eu continuasse.
Death's Game

RESUMO


Death's Game é um drama sul coreano lançado no final de 2023 com 8 episódios produzido pela TVING e distribuído no Brasil pelo Prime Video.



O drama acompanha a história de Choi Yeejae (Seo Inguk) um jovem que está apenas tentando vencer na vida. Criado apenas pela mãe, Yeejae se esforçou desde cedo para ter uma boa vida, seu único desejo era ter um emprego estável e formar uma família com sua namorada Lee Jisu (Ko Yoonjung), mas nada está saindo como planejado, então Yeejae decide acabar com seu sofrimento de uma vez e tira a própria vida.


Yeejae só não esperava que após morrer teria um encontro direto com a Morte (Park Sodam), sim, a temida criatura da qual nenhum homem pode escapar. Irritada com a atitude de Yeejae, a Morte decide condena-lo a viver por 12 vidas. E em todas essas vidas ele está destinado a morrer, mas com uma condição: se ele conseguir escapar da morte em uma delas, poderá viver como aquela pessoa.



Mesmo sem entender porque está passando por este castigo Yeejae inicia seu ciclo passando pelas mais variadas experiências, vivendo a curta vida de um bebê, até um idoso morador de rua.


RESENHA


Dramas que retratam a pressão da sociedade, a necessidade de se encaixar; a capacidade que as pessoas em volta têm de serem insensíveis a dor dos outros, considerando apenas que elas estão desistindo porque não se esforçam o suficiente, tem sido recorrente nos últimos tempos.


Temas que até então eram tabus como depressão, bullying, preconceito, humilhações por aquelas considerados superiores, tem aparecido cada vez mais na temática dos dramas coreanos o que demonstra uma tentativa de abrir os olhos da sociedade para a necessidade de mudar a sua visão. Especialmente numa sociedade hierarquizada e exigente como a coreana com altas taxas de suicídio e que ainda é incapaz de discutir sobre o assunto abertamente.


Yeejae, nosso protagonista é a personificação de como tudo pode dar errado na vida de uma pessoa: ele está a 7 anos lutando para conseguir um emprego, sua namorada claramente com uma condição financeira mais favorável torna sua necessidade de se estabelecer financeiramente na vida ainda maior, ainda que ela deixe claro que a diferença financeira entre eles não faz diferença alguma para ela. Para completar ele acabou de perder todas as suas economias em um golpe e foi despejado. Definitivamente a vida dessa pessoa não poderia estar mais no fundo do poço.



Personagens como Yeejae tem ganhado destaque especialmente pela humanidade como são retratados, seus problemas, suas decisões erradas e suas atitudes desesperadas fazem com que todos que assistam a sua história se identifiquem em pelo menos um momento de suas vidas.


A necessidade de se encaixar, ser bem-sucedido e dar certo na visão da sociedade tem sido fruto da exigência do mundo ao nosso redor, não apenas na Coreia do Sul, o que ajuda a popularizar esse gênero.



Além disso, o drama mistura vários gêneros interessantes. Tem um pouco de ação e drama. Intercalando esses dois gêneros opostos ao longo das vidas que vive, a trama faz o personagem compreender como todas as suas vidas estão entrelaçadas com um mesmo propósito e de forma que todo o “aprendizado” adquirido ao longo dessas vidas, ainda que curtas, levam o protagonista a mudar sua visão.


Pouco a pouco Yeejae consegue chegar ao cerne da questão levantada pela personagem Morte, que é descobrir quem ele realmente é. Vivendo a vida de outras pessoas e até garantindo mérito a essas outras vidas que ele até então não conhecia, Yeejae começa a questionar sobre suas atitudes e decisões chegando a conclusão que aquilo que ele está vivendo é só uma pequena fase diante de sua vida cheia de oportunidades.


Dramas desse gênero vêm sempre com esse objetivo, demonstrar a quem assiste o valor da vida e a importância de ter em mente que aquele sofrimento não dura para sempre. Mas Death’s Game ousa um pouco mais nesse quesito ao trazer um vilão que contribui para a história.


Destaque para Kim Jihoon como Park Taeu, o herdeiro psicopata que tem prazer em matar. Eu achei especialmente interessante como o drama conseguiu inserir esse personagem, intercalar a vida do protagonista com a dele e ainda ter tempo para encerrar esse caso, tudo isso em 8 episódios de menos de uma hora cada.


OPINIÃO SINCERA


Death’s Game é uma produção super interessante e que merece aplausos por isso. Eu confesso que inicialmente estava com medo de assistir, pois produções com muitos atores e/ou com atores que estão fazendo sucesso no momento, tendem a contar histórias ruins enquanto tentam se sustentar apenas na fama dos atores por traz dos personagens.


Mas essa história não vai por esse caminho. Com uma trama inteligente, que mistura a reflexão sobre tirar a própria vida, com uma história de vingança que cai de paraquedas, literalmente, no meio do caminho faz bem seu trabalho ao ensinar e entreter.



Se você é daqueles que gosta de finais mais realistas, eu só lamento dizer que o final é bem redondinho, feliz e previsível, mas a viagem pelos caminhos que o protagonista passa, vivendo vidas que em alguns momentos até consideramos desnecessárias e sem sentido, é muito bom de se assistir.


E perceba que eu não cheguei a citar nem metade dos atores envolvidos, pois a trama não precisa disso para valer a pena e ter sua qualidade comprovada.


Conteúdo exclusivo.

Não retirar sem os devidos créditos.


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