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  • Foto do escritorRami

Coreia do Sul: Uma nação multirreligiosa



É comum o povo ocidental concluir que a religião predominante na Coreia do Sul seja o budismo por ser uma religião de origem e filosofia oriental. Entretanto esse pensamento é uma generalização da cultura asiática, e é só conhecer um pouco da cultura do continente que podemos perceber como ela é rica e variada e isso se reflete também na religião principalmente na Coreia, o país não tem uma religião reconhecida pelo Estado e é muitas vezes definido como uma sociedade multirreligiosa.


Apesar de atualmente o budismo não ser a religião mais praticada na Coreia, essa doutrina já representou grandes papéis na história da nação. Hoje com 15% da população sendo budista, a religião já foi a dominante da península e isso pode ser observado até hoje pelo número de templos que podem ser vistos pela paisagem do país. Sua soberania permaneceu desde o ano de 372 até os anos de 1390 quando a dinastia (1392-1910) adotou o confucionismo como religião predominante.


Yonggungsa, famoso templo do dragão em Busan na Coréia do Sul

O confucionismo pode não ser muito conhecido por nós ocidentais, mas assim como o budismo teve grande relevância da vida dos coreanos, pode ser considerada mais como uma corrente filosófica e ética do que uma religião e é baseada nos ensinamentos de Kung-Fu-Tzu, o Confúcio, essa corrente enfatiza a importância da lealdade, piedade filial e respeito pelos ancestrais. O confucionismo permaneceu forte por vários séculos, mas foi desaparecendo lentamente, porém, ainda existem praticantes da mesma na República da Coreia.


Imagem de Confúcio na China

Até os dias de hoje o catolicismo é a religião predominante na Coreia do Sul, sendo 20 % protestantes e 8% católicos. Com a introdução da vertente no país durante o século 18 a igreja católica era predominante, porém, seus fiéis eram perseguidos por serem considerados uma ameaça ao confucionismo, no entanto, o cristianismo se espalhou entre as pessoas comuns em todo o país, devido ao seu apelo igualitário. Com o início da queda da dinastia Joseon por corrupção e outras irregularidades o catolicismo se tornou popular e uma nova opção aos coreanos, com o fim da guerra da Coréia (1950-1953), e com a chegada de missionários americanos a igreja protestante se estabeleceu por oferecer instituições educacionais, serviços médicos, orientação e consolo aos coreanos devastados após a guerra.


Igreja Saemoonan, primeira catedral protestante estabelecida na Coreia do Sul

Cada uma das religiões citadas teve sua importância e influência na formação da sociedade coreana como ela é. Hoje, elas juntas constituem a diversidade de crenças da nação coreana, com templos e igrejas vivendo em harmonia.


Outros novos movimentos religiosos incluem, Jeungismo, Daesunismo, Cheondoísmo e Taoísmo.


Além da Coreia ser um país multirreligioso, metade dos coreanos se declara sem religião, segundo o censo de 2005, e a parcela pode superar os 60% em zonas mais urbanas, segundo o levantamento de 2015.


O desenvolvimento do país permitiu que as pessoas pudessem se dedicar mais ao lazer e ao consumo, e a religião se tornou menos importante, argumenta o sociólogo Andrew Kim.


As igrejas, porém, continuam populares entre os jovens coreanos costumam ser muito tímidos, e as igrejas acabam sendo lugares de socialização, de encontro e convivência com outros.


Fontes:





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