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  • Foto do escritorJéssica Caroline

Squid Game: brincadeira de criança, como é bom, como é bom




Squid Game ou Round 6, é dirigida por Hwang Donghyuk (de The Fortless) e acompanha 456 adultos tentando sobreviver a seis jogos infantis mortais como Red Light, Green Light; Cabo de Guerra e gude.


Logo de cara todo mundo que assiste vai lembrar de várias produções como Jogos Mortais; Escape Room; Battle Royale; Alice in Borderland; e As The Gods Will, histórias que retratam o mais animalesco dos humanos na luta pela sobrevivência. Mas não se engane, a história é completamente original, o próprio diretor revelou que teve a ideia da série em 2008 enquanto lia uma história sobre pessoas que jogavam um jogo radical, foi dai que ele começou a imaginar como seria esse jogo nos moldes coreanos e tornou seu sonho real ao encontrar uma produção que lhe deu total liberdade para criar exatamente o que queria.


O objetivo de usar jogos infantis veio da necessidade de ser algo de fácil entendimento, para que a atenção do público que assiste não fosse voltada para entender o jogo, mas para enfatizar a reação dos personagens e ironizar a eterna competição mortal que os adultos vivem.



Na série conhecemos Gihun (Lee Jungjae, de Livrai-nos do Mal), um homem de 47 anos que mora com a mãe e é um apostador. Até que um dia, ele conhece um misterioso homem (Gong Yoo) no metrô, que lhe faz uma proposta. Desse primeiro encontro, no mínimo estranho, Gihun recebe um convite para um misterioso jogo que vale um prêmio de 45,6 bilhões de wones.


Mas a perversidade não se limita apenas a quem está por trás do jogo. Sangwoo, o nº 218 (Park Haesoo, de Manual do Presidiário), amigo de infância de Gihun, que era sempre lembrado na rua onde morava como um verdadeiro orgulho, está atolado em dívidas e não economiza esforços para tirar qualquer um de seu caminho, como acontece com o paquistanês Ali, o nº 199.


Outro competidor na mesma linha é Deoksu, o nº 101 (Heo Sungtae), um gangster que precisa pagar suas dívidas e está disposto a qualquer coisa para vencer. Ele só não contava que encontraria uma parceira a altura, a nº 212 (Kim Jooryung), que não vai descansar até estragar o seu jogo.


Tentando apenas sobreviver temos Saebyeok, a nº 067 (Jung Hoyeon), a imigrante norte coreana que deseja apenas tirar o irmão do orfanato. E por fim, Oh Ilnam, o jogador nº 001 (Oh Youngsoo), um senhor que tem um tumor no cérebro, de quem Gihun se aproxima e desenvolve uma espécie de sentimento de proteção, mas pode-se dizer que, no mínimo, é a pessoa que menos precisa de proteção na história toda.



Merece destaque também o cenário em volta dos competidores: o ambiente com cores vivas, em vez de trazer uma sensação de alegria remetendo aos brinquedos infantis, geram claustrofobia. Além disso, os guardas usam macacões vermelhos e nunca tiram as máscaras que possuem símbolos que identificam suas posições na hierarquia da organização: quadrados (comandantes), triângulos (soldados) e círculos (trabalhadores). Todos eles comandados pelo Líder, uma figura misteriosa.


Outro destaque dentro do cenário foi a forma inteligente como a produção trouxe a resposta para a pergunta que os competidores tanto tentavam prever: qual seria a próxima prova? Afinal, quem não se surpreendeu quando viu os desenhos dos jogos no dormitório dos participantes conforme as camas foram sendo tiradas?


Paralelo ao desenvolvimento do jogo, o policial Hwang Junho (Wi Hajoon, de Romance Is a Bonus Book) está em busca do irmão, que desapareceu misteriosamente, até que ele encontra uma pista relacionada com Gihun que lhe abre um viés de investigação. É dessa maneira que ele acaba se infiltrando no jogo e descobrindo o paradeiro de seu irmão, mas em troca, acaba pagando um alto preço por isso. Agora só nos resta torcer para que a relação do irmão de Junho com o jogo nos seja revelada, assim como o fim que o policial levou após ser encurralado.



Mas mesmo depois que o jogo termina, a história não para por aí, encontramos Gihun um ano após sua “vitória”, quando ele (re)encontra o idealizador da competição, que confessa a origem do jogo, enquanto tenta convencer nosso protagonista de que todas as pessoas são egoístas, já que Gihun é uma pessoa que ainda tem fé na humanidade. E quando nosso vencedor consegue comprovar que sua esperança ainda tem fundamento e o criador do jogo morre, ele finalmente se liberta.


O que não significa que o jogo em sua vida está encerrado. Ao ir a um salão, Gihun decide pintar o cabelo de vermelho. E o que pode parecer fora de contexto é na verdade uma representação do jogo: os competidores usam roupas verdes, por isso verde representa aqueles que estão subjugados; enquanto os guardas usam vermelho, assim a cor vermelha representa os que estão no controle. Por isso o cabelo de Gihun representa sua mudança de lado, antes ele era subjugado, agora ele tem poder. Seria Gihun então, agora aquele que determinará o próximo jogo?


Um dia, talvez, saberemos.


Confira o vídeo da Netflix mostrando um pouco dos bastidores da serie:



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