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  • Foto do escritorRami

SEVENTEEN retorna levantando o questionamento do uso de IA no meio artístico

No fim de abril, o grupo Seventeen, um dos mais aclamados da indústria do Kpop atualmente, fez seu comeback com a faixa-título "Maestro" e o álbum intitulado THE BEST Album "17 IS RIGHT HERE". Com um conceito que aborda inteligência artificial, o primeiro teaser liberado gerou diversos comentários controversos devido à grande diferença entre o conceito do comeback anterior, "God of Music", mais alegre e colorido, e, principalmente, pelo notável uso de IA em partes das imagens apresentadas no primeiro teaser de "Maestro". Muitos se precipitaram em julgar o uso da inteligência artificial pelo Seventeen, que faz parte do ramo artístico, já que esse assunto vem gerando grandes debates entre os participantes desse meio. Muitos artistas acabam tendo suas artes apropriadas e desvalorizadas nesse "processo de formação" de conteúdos gerados não por uma mente, mas sim por um computador, levantando preocupações éticas sobre os direitos de propriedade intelectual.


Especialmente agora que os "covers" de IA estão se tornando cada vez mais populares, o que não apenas pega a voz de um artista (literal e simbolicamente) e a usa de uma forma que eles não consentiram (também potencialmente desinformando os outros), mas também remove o autêntico elemento humano da arte.


A verdade é que muitos não entenderam a mensagem transmitida pelo Seventeen neste comeback. A música, o conceito e o MV de "Maestro" questionam a dinâmica entre humanos e IA, perguntando quem é o verdadeiro maestro. Nestes dias em que a IA aparece na maioria dos aspectos de nossas vidas, quem tem o controle?



Tradução: "Esse é um teaser do MV 'MAESTRO' do SEVENTEEN. Em nossa atual realidade, onde tudo pode ser criado com IA, quem é o real maestro? Parte das filmagens deste vídeo foi criada com o uso de IA."


O MV de "MAESTRO" mostra o Seventeen enfrentando robôs em um futuro sombrio, enviando uma mensagem de que nenhuma IA poderia realmente capturar a essência da humanidade. O membro, compositor e produtor Woozi revelou durante uma coletiva de imprensa que já tentou trabalhar com IA antes, descobrindo os pontos positivos e negativos disso. Mas ele enfatiza que, neste mundo tecnológico em rápido avanço, muitas vezes eles consideram como proteger sua identidade como artistas e humanos.



Atualmente, existe uma gama de diferentes opiniões, centradas principalmente em questões como por que é necessário usar a IA se a estamos criticando, bem como quais os danos que mesmo o menor uso da IA traz às comunidades de artistas. Embora tenha ficado implícito que o grupo, com a música, está criticando o uso desenfreado e generalizado da IA de forma prejudicial, este aspecto do retorno do Seventeen provocou muito debate nas redes sociais e alimenta o discurso contínuo sobre os danos do uso não mitigado da IA e seu impacto no trabalho humano e na arte.


Conteúdo exclusivo, não retirar sem os devidos créditos!

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