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  • Foto do escritorJéssica Caroline

Dr. Brain: mistura de thriller e ficção científica




Imagine você desenvolver uma máquina que lhe permite adentrar a mente de outros seres vivos, sejam humanos ou animais, que estão em coma ou mortos, e reviver todas as suas memórias e adquirir suas habilidades?


Essa é a premissa de Dr. Brain o drama sul coreano produzido pela Apple TV+. A produção de 6 episódios é dirigida por Kim Jeewoon de filmes como “Eu Vi o Diabo” e “Medo”. E protagonizado por Lee Sunkyun de “Parasita” no papel do neurocientista Dr. Koh Sewon. A história é inspirada no HQ de mesmo nome de Hongjacga.


Ficou curioso? Leia nossa resenha até o final e assista o trailer oficial!



Aproveitando-se de todas as possibilidades que a grande Apple permite, a história utiliza de aparência impecável em termos de qualidade de produção, onde a maioria das suas cenas são gravadas em ambientes de cores monocromáticas, com destaque para o azul, preto e cinza ou locações noturnas para criar a tensão de boa parte da história, dando a ela um viés de terror, ao menos até a metade da produção.


O Dr. Koh Sewon, protagonista dessa história, é um neurocientista extremamente inteligente e prestigiado. Mas desde quando o conhecemos na infância, sua vida é carregada de problemas: ele é uma criança diferente das outras, que não consegue interagir ou manter uma relação social estável e sem condições de ajudar o filho diagnosticado com transtorno do espectro autista, com tratamentos adequados, sua mãe tira a própria vida.



A partir daí Sewon é adotado por um médico prestigiado que passa a estudar o próprio filho adotivo, já que ele é dono de uma inteligência excepcional a despeito de sua falta de emoções.



Já adulto, Sewon é, aparentemente, um homem comum, casado e com um filho pequeno. Até que a tragédia mais uma vez o atinge: seu filho morre em um incêndio e sua mulher está em estado vegetativo após uma overdose de remédios, fruto da tentativa de tirar a própria vida por não suportar a dor da perda do filho.


A questão é que isso em nada parece afetar Sewon enquanto ele se dedica unicamente ao seu projeto: a criação de uma máquina que permite o compartilhamento de pensamentos humanos através da conexão de cérebros. Só que essa pesquisa vai coincidir com o surgimento de dúvidas quanto a morte de seu filho, o que leva o próprio Sewon a ser a primeira cobaia humana desse experimento.



A partir daí ele vai conectar a sua mente a uma série de pessoas até chegar a verdade sobre o que aconteceu com seu filho, adquirindo não apenas as memórias das pessoas com quem faz a conexão, mas também suas características e costumes (destaque para o momento em que ele se conecta com um gato morto e adquire habilidades sobre humanas, passado esse fato, vamos voltar a normalidade).


E como era de se esperar, essa interação mental trará consequências negativas para o Dr. Koh, como ver criaturas assombradas e figuras estranhas, o que em muitos momentos o leva confundir o que é realidade e o que é fruto de sua imaginação.



Ao longo dessa jornada ele vai contar com a ajuda do detetive particular Lee Kangmu (Park Heesoon) que aparece misteriosamente na sua vida, e de seu colega de trabalho, Hong Namil (Lee Jaewon), ao mesmo tempo que é o alvo das investigações da polícia por ser o principal suspeito do assassinato de um amigo de sua esposa.


Pouco a pouco, conforme vai encaixando as peças que adquire a cada nova sincronização, Sewon vai revelando uma misteriosa, e perigosa, pesquisa sobre transferência de mente humana em busca de imortalidade. Tudo isso coordenado por uma organização secreta que em muitos momentos influenciou em seu destino, sem que ele tivesse conhecimento.


Mas fora os absurdos, reviravoltas e resoluções previsíveis, a história que viaja do mistério para a ficção científica tem uma mensagem a passar por trás de tudo isso, que é mostrar a redenção do protagonista no desenvolvimento de suas emoções. A intenção é tornar um homem que é avesso a sentimentos nem consegue compreender seu valor, em uma pessoa que aprende a sentir emoções e valorizar as relações humanas que ele cria ao longo da vida.



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