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  • Foto do escritorJéssica Caroline

A HISTÓRIA DOS K-DRAMAS (Parte Final): da Coreia do Sul para o mundo, de Lee Minho a Parasita

Atualizado: 16 de mar. de 2022



Na última parte da matéria especial sobre a história dos k-dramas, vamos falar um pouco sobre alguns exemplos de plataformas muito populares aqui no Brasil, além disso traremos os dramas, filmes e atores que hoje dominam as telinhas e as telonas.


Para chegar até aqui, porém, a Coreia do Sul percorreu um longo caminho que nós trouxemos nos textos das semanas anteriores. Na Parte 1 do nosso texto trouxemos a Coreia de 1910 e como ela chegou até 1960 com a influência dos EUA. Na Parte 2 trouxemos os primeiros dramas de sucesso dentro da Coreia do Sul, no formato como conhecemos hoje. A Parte 3 foi para explicar como e por qual motivo a Coreia do Sul começou a exportar suas produções para outros países da Ásia. E na Parte 4 nós contamos como os k-dramas chegaram aqui no Brasil. (Para conferir cada um dos textos é só clicar nos links no parágrafo acima)


Quando pensamos em k-dramas hoje, um dos nomes que nos vem a cabeça é a Netflix, mas muito antes da plataforma, lá em 2007 veio o Rakuten Viki, que até hoje é um site extremamente popular de conteúdo asiático, com mais de 30 milhões de assinaturas, e com conteúdo gratuitos e exclusivos para assinantes (quem não conhece o Viki, não é mesmo?).


Para quem não sabe, o Viki, é uma plataforma de streaming fundada por três pessoas: Razmig Hovaghimian, Changseong Ho e Jiwon Moon, em Singapura no ano de 2007. Inicialmente o trio fez uso de um fundo para startups chamado “Neoteny Labs” para dar o pontapé inicial. Esse auxílio à época, era dirigido por Joichi Ito, um empresário japonês e pelo cofundador do LinkedIn, Reid Hoffman. Mas foi só em 2010 que o Viki deixou de ser uma plataforma experimental, para se tornar um serviço público oficialmente. Em 2013 a plataforma foi vendida para o Rakuten, Inc. (um conglomerado econômico japonês), por US$ 200 milhões, tornando-se oficialmente o Rakuten Viki.



A plataforma funciona da seguinte forma, o site coloca o conteúdo disponível em seus canais, permitindo que a própria comunidade de voluntários que acessam o site legende seu conteúdo, através da colaboração global, em dezenas de idiomas ao mesmo tempo. Esse conteúdo disponibilizado, inclusive, é fruto tanto de produções originais quanto produções de empresas parceiras para distribuição.


Outro streaming muito semelhante que chegou aqui no Brasil em 2019 foi o KOCOWA, que também contém dramas e programas tanto de entretenimento quanto de k-pop exclusivos; assim como no VIKI, o KOCOWA possui planos: diário, mensal e anual, além dos dramas gratuitos, alguns deles que são, inclusive, pagos no VIKI.


Ambas as plataformas contam ainda com a opção de APP tanto para aparelhos Android quanto iOS. Destaque para o KOCOWA que hoje já conta com aplicativo disponível em algumas SMART TVs.


Mas ainda houve um fator que nada teve a ver com investimentos ou propagandas de plataformas de streaming, que foi a pandemia do COVID-19. O isolamento social e a busca por conteúdos fora de sua realidade, foram fatores cruciais para o boom dos k-dramas no Brasil, principalmente no ano de 2020.


Na Netflix, por exemplo, o crescimento da audiência foi de cerca de 120% Os espectadores em sua grande maioria ainda são mulheres, mas sites de streaming, de forma visionária, tem apresentado novos estilos, que até então não caracterizavam o gênero, agradando a todos os grupos e desmistificando a crença de alguns que doramas (sejam coreanos, japoneses ou de qualquer outro país da Ásia) não se limitam à tradicional água com açúcar.


Para se ter uma ideia, a Netflix, no início do ano, revelou que tinha planos de investir cerca de US$ 500 milhões em produções originais, desde séries tradicionais a filmes e documentários. E a plataforma não desapontou, nos fornecendo títulos para todos os gostos como Move to Heaven, My Name, So Not Worth It (sua primeira sitcom coreana), Kingdom: Ashin of the North e Squid Game, que conquistou a atenção até dos mais céticos que torciam o nariz quando ouviam a palavra dorama ou k-drama.


Dramas que aparecem na imagem: Squid Game, My Name, So Not Worth It e Move to Heaven.


Esse valor astronômico por si só já chama a atenção, ainda mais se comparado aos US$ 700 milhões que a Netflix gastou entre 2015 e 2020 com cerca de 80 produções coreanas, segundo o site da Variety.


Em uma pesquisa do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo, feita pela Fundação Coreana para Intercâmbio Cultural Internacional no final de 2020 e publicada no início de 2021, revelou-se que o Brasil está na 3° posição dentre os níveis de crescimento de dramas coreanos, ficando apenas atrás da Malásia e da Tailândia, respectivamente. Já a quarta e a quinta posição são ocupadas pelos Emirados Árabes Unidos e Taiwan.


Mas essa pesquisa também trouxe outras informações bem interessantes sobre a preferência das dorameiras e dorameiros. Dentre os atores coreanos Lee Minho ainda ostenta o primeiro lugar como o queridinho da dramaland. Além disso ainda é considerado um dos atores mais influentes da Hallyu pelos seus trabalhos em k-dramas como Boys Over Flowers, The Heirs e Legend of the Blue.


Dramas que aparecem na imagem: Crash Landing on You, Goblin e Decendants of the Sun.


O segundo lugar ficou com o Hyun Bin de Crash Landing on You e Secret Garden, seguido por Gong Yoo, nosso eterno Goblin, a atriz Song Hyekyo de Descendants of the Sun e Encounter e o ator Lee Jongsuk de While You Were Sleeping, Pinocchio e W.


Já dentre os filmes coreanos, o primeiro lugar ficou com Parasita com 18,4%, o que já era de se esperar; seguido por Train to Busan com 10,2%. Peninsula com 3,5%, #ALIVE com 2,1% e Time to Hunt com 1,6%.


E fechando o levantamento, nos k-dramas, os queridinhos foram: Crash Landing on You em primeiro lugar com 9,5%; seguido por It’s Okay to Not Be Okay com 4,1%, The World of the Married e Itaewon Class ambos com 2,8% e Kingdom com 2,5%. Todos, dramas com temáticas mais adultas, o que mostra uma grande mudança nos gêneros que dominavam a preferência do público a cinco ou seis anos atrás, levantando discussões sobre transtornos mentais, relacionamentos problemáticos e a luta pela igualdade em meio as diferenças sociais.


Filmes que aparecem na imagem: #ALIVE, Train to Busan e Parasite.


Em resumo, seja através dos fansubbers, ou das plataformas de streaming o que podemos ver é um bom exemplo de um país que soube investir em massa em setores que, a princípio eram uma forma de fuga de uma crise econômica, mas se tornaram referência da cultura e estilo de vida de toda uma geração, culminando em grandes recompensas como, as indicadas logo abaixo.


A consagração do Oscar para o filme Parasita, sendo a primeira produção não inglesa a ganhar o Oscar, inclusive o de melhor filme com uma crítica social afiada sobre as diferenças sociais coreanas. O sucesso estrondoso de Squid Game fazendo todos se renderem a uma produção coreana batendo recorde de audiência e rendendo centenas de milhões de dólares. E a participação do ator Park Seo Joon, um dos atores mais conhecidos e queridos por nós, dorameiras de plantão, agora no universo Marvel.


O ator Lee Jungjae de Squid Game e o diretor de Parasite Bong Joonho


E podemos dizer que esse é só o começo.


Fontes: 1 / 2 / 3

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