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  • Foto do escritorJéssica Caroline

A HISTÓRIA DOS K-DRAMAS (Parte 4): os doramas no ocidente desde o Dramafever até a Netflix



Hoje chegamos a quarta e penúltima parte da matéria especial sobre a história dos k-dramas. Ao longo de cada semana trouxemos o início dos dramas coreanos ainda na Coreia de 1910, passando por guerras, influências políticas e internacionais, até chegar ao modelo como conhecemos hoje.


Para ler a Parte 1 que vai de 1910 até 1960, e saber como como começaram os k-dramas clique AQUI.

Para ler a Parte 2 que vai de 1930 até 1990 quando os k-dramas caíram no gosto dos coreanos e se tornaram uma tradição nacional, clique AQUI.

Para ler a Parte 3 que vai de 1990 até o início dos anos 2000, quando a Coreia do Sul começa a exportar suas produções para os demais países asiáticos, clique AQUI.


Hoje vamos contar pra vocês como os dramas coreanos chegaram no nosso país timidamente até dominarem especialmente a líder do streaming em nosso país.


Entre a Coreia do Sul e o Brasil, não podemos negar que as diferenças culturais são gigantes, mas o que poderia causar estranheza num primeiro momento foi exatamente o que despertou a curiosidade dos espectadores nacionais, em sua maioria esmagadora, a princípio, formado pelo sexo feminino.


No Brasil, até 2018, a referência para os consumidores de dramas asiáticos era o Dramafever, iniciada em 2009 por Seung Bak e Suk Park. No começo a relação da plataforma era entre a Coreia do Sul X EUA, mas rapidamente a empresa expandiu, fornecendo não só dramas coreanos como chineses, japoneses, tailandeses, dentre outros, com legenda em vários idiomas.


Dramas que agradaram bastante os ocidentais nessa época e foram fundamentais para as produções coreanas caírem no gosto do brasileiro, foram Boys Over Flowers (2009) e The Heirs (2013), ambos estrelados por Lee Minho e que você pode encontrar na Netflix.



Boys Over Flowers, inclusive, é um drama que mesmo que você não tenha assistido, é impossível não conhecer a história. Inspirado no mangá japonês Hana Yori Dango escrito por Yoko Kamino e lançado no ano 1992 retrata o romance entre uma garota pobre e o líder de um quarteto de garotos ricos.


O protagonista masculino Junpyo (Lee Minho), na versão coreana, é considerado um garoto machista, autoritário e violento que força o namoro com a personagem Jandi (Koo Hyesun), mesmo a protagonista deixando claro que não tem interesse. Esse personagem, apesar de muito controverso, não se pode negar que é mais um marco registrado dentro da cultura dos dramas, representando uma série de personagens que se comportam na mesma linha, não tanto violentos, mas autoritários, que com a ocidentalização dos dramas coreanos vem perdendo cada vez mais espaço.



Mas para chegar ao sucesso que é hoje, o meio digital foi e ainda é o maior difusor de conteúdo coreano. Tanto pelo meio tradicional através dos sites de streaming, quanto por meio dos fansubbing, onde a grande maioria dos fãs teve o primeiro contato com os doramas.


A cultura ocidental chegou ao Brasil nas décadas de 1980/1990 com o fenômeno dos animes japoneses através dos fansubbers, ou seja, passando de fã para fã, que se voluntariavam e ainda se voluntariam para traduzir e legendar as produções asiáticas, inclusive nossos queridos k-dramas, que lá em 2005, quando começaram a chegar de forma tímida só tinham legendas em inglês, em sua maioria.


Percebendo então o crescimento do interesse pelas séries coreanas em boa parte do mundo, as produções então começaram a mesclar sua cultura original com a do ocidente, especialmente dos EUA, o que agradou ainda mais o público, inclusive o brasileiro.


Em 2015 foi ao ar, pela primeira vez em TV aberta um k-drama no Brasil, pela Rede, TV Happy ending – O caminho do destino, um k-drama de 2012 com 24 episódios que acompanha uma família desestruturada que decide se unir diante da morte iminente do patriarca da família. Uma característica da audiência foi o alto índice de mulheres na casa dos 40 anos, encantadas com o romantismo de que sentem falta nas produções nacionais. E para quem ficou curioso para assistir Happy ending – O caminho do destino, ele está disponível no Prime Video e na Apple TV.



Outro grande nome que foi fundamental para conquistar uma legião de fãs de doramas, foi o Dramafever que em 2016 foi comprado pela Warner Brothers Digita (subsidiaria da Warner Bros.), que em 2018 foi comprada pela American Telephone and Telegraph Company (AT&T) o que culminou no fatídico fechamento.


Foi nesse mesmo período que a Netflix começou a chamar atenção com a introdução de dramas coreanos em seu catálogo, através de contratos com estúdios sul coreanos para produções originais como Kingdom, a história de zumbis que estourou em 2019 e conquistou novos públicos. Antes disso, por volta de 2014 dava para contar nos dedos a quantidade de produções sul coreanas na Netflix.


A Netflix começou a investir mesmos em produções asiáticas a partir de 2018 quando foi lançado Mr. Sunshine que mostra a Coreia no período entre 1800 e 1900, período de opressão japonesa. A produção que custou US$ 36 milhões, foi uma grande aposta para a plataforma que pagou cerca de R$ 10 milhões para ter os direitos de exclusividade do k-drama da TvN.



E a aposta deu muito certo, o público que não conhecia o estilo de produções coreanas, adorou conhecer a história de um país pouco lembrado nas terras brasileiras. A soma de vários fatores como: a deslumbrante fotografia, a qualidade de atuação e a riqueza de detalhes para fácil assimilação do público desconhecedor da história coreana, foi uma fórmula perfeita.


E esse foi apenas o começo. Para ler a última parte dessa história, nos vemos na próxima semana.


Fontes: (1) (2) (3) (4)

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